terça-feira, 28 de abril de 2009

Começando...


Vulto

Por olhos tinha incerteza
Não tinham mais cor do que os de um morto.
Era uma visão da finitude e do esquecimento
e não era a imagem nem de um nem de outro.

Era só um vulto.

Intangíveis como ele era o nome.
Inaudíveis como a voz era tudo mais.
E o que puder ser dito será perdido,
Mas na imprecisão, ele era
A silhueta do crepúsculo.

Era o Lusco-Fusco.

6 comentários:

Joo disse...

Pedro! Um blog! Que legal!
Hauhauhaua..
Até parece que eu não te enchi o saco para vc ter um espaço para sua poesias, né?
Vai ser sucesso!
Beijo!

J. disse...

Lembro de le-las nas folhas no final de seus cadernos.
Agora na noosfera!
abraços!

Baah disse...

Ah, belas palavras,
belo texto, belo blog.

a propósito, bem vindo de volta ao mundo da blogosfera. :D

beeijos

Nuno´s alter-ego disse...

Bem vc escreve sobre vultos eu sobre corpor... quase a mesma coisa .
Bem vindo
http://bluemonkeyboy.blogspot.com/2008/09/aqui-jaz-o-corpo-que-matou-o-filho.html

Léu disse...

Ótimo blog, bom conteudo mesmo, gostei! Arte e Poesia.

Jam disse...

manda bem, hein?
congrats!